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"Salsichão" preso após agredir mãe e ameaçar com faca em Codó

ResumoFlávio de Oliveira Mota, 32, conhecido como "Salsichão", foi preso em Codó no sábado (8) após agredir e ameaçar a mãe, Maria Aparecida, 50, com uma faca. A vítima conseguiu tomar a arma do agressor. A prisão ocorreu em resposta à violência doméstica, com o suspeito encaminhado à delegacia para os procedimentos legais.

Flávio de Oliveira Mota, 32, conhecido como "Salsichão", foi preso no sábado (8) em Codó após agredir e ameaçar a própria mãe com uma faca. A vítima, Maria Aparecida, 50, conseguiu tomar a arma do agressor.

Edmar Lisboa
Edmar Lisboa Editor regional · 10 de agosto de 2026 · 5 min de leitura
"Salsichão" preso após agredir mãe e ameaçar com faca em Codó

"Salsichão" é preso após agredir a própria mãe e ameaçá-la com faca em Codó

Uma ocorrência de violência doméstica terminou com a prisão de Flávio de Oliveira Mota, de 32 anos, conhecido como "Salsichão", na tarde do último sábado (8), no bairro Codó Novo, em Codó. A Polícia Militar foi acionada pelo COPOM por volta das 17h52, após a mãe do suspeito, Maria Aparecida Alves de Oliveira, de 50 anos, denunciar que havia sido agredida e ameaçada pelo próprio filho.

Segundo o relato da vítima, Flávio estaria sob efeito de álcool e entorpecentes quando teria desferido um soco no peito da mãe. Na sequência, o homem teria pegado uma faca e passado a ameaçar a mãe e vizinhos.

O que aconteceu na residência da Rua Padre Cícero

Temendo pela própria vida, Maria Aparecida entrou em luta corporal com o filho para tentar retirar a arma branca. Durante a ação, sofreu arranhões no pescoço e no cotovelo, mas conseguiu tomar a faca do agressor. Quando a guarnição do 17º BPM chegou à residência, localizada na Rua Padre Cícero, o suspeito teria tentado dificultar a entrada dos policiais, soltando um cachorro contra a equipe.

Após familiares conseguirem recolher o animal, Flávio teria pulado o muro e fugido para o imóvel vizinho, onde ainda teria danificado o portão dos fundos. Os policiais continuaram as buscas e localizaram o suspeito dentro da sala da residência vizinha, onde ele foi abordado e preso.

Prisão e ameaças durante a condução

De acordo com a PM, devido ao comportamento considerado altamente agressivo, Flávio precisou ser algemado. Mesmo durante a condução até a viatura, o homem teria continuado fazendo ameaças de morte contra a própria mãe e a esposa. A faca apreendida e o suspeito foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil de Codó, onde foram apresentados para os procedimentos legais.

A ocorrência foi registrada, conforme a PM, pelos crimes de lesão corporal dolosa e ameaça no contexto de violência doméstica.

Violência doméstica em Codó: o que diz a lei

Casos como este reforçam a importância da Lei Maria da Penha, que tipifica a violência doméstica e familiar contra a mulher. No Maranhão, a Polícia Militar atua em parceria com o COPOM para atender denúncias de agressão e ameaça, como ocorreu neste caso. A legislação prevê medidas protetivas de urgência, que podem incluir o afastamento do agressor do lar e a proibição de aproximação da vítima.

Como denunciar casos de violência doméstica

Em situações de perigo imediato, a orientação é ligar para o 190, da Polícia Militar. O COPOM recebe as chamadas e aciona a guarnição mais próxima. Outro canal é o Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas e oferece orientação sobre direitos e procedimentos legais. A denúncia pode ser anônima, e o sigilo é garantido.

O papel da testemunha e da vítima na ocorrência

Neste caso, a mãe da vítima, Maria Aparecida, foi quem acionou a polícia. O relato detalhado, incluindo o horário e o local, permitiu que a guarnição chegasse rapidamente. A ação de familiares, que recolheram o cachorro solto pelo suspeito, também foi decisiva para que os policiais pudessem entrar na residência e iniciar as buscas.

A fuga para o imóvel vizinho não impediu a prisão. A guarnição localizou Flávio dentro da sala da casa ao lado, onde ele foi abordado. A faca apreendida foi apresentada na delegacia junto com o suspeito, para os procedimentos legais.

Consequências legais para o agressor

Os crimes de lesão corporal dolosa e ameaça, no contexto de violência doméstica, estão previstos na Lei Maria da Penha. A lesão corporal dolosa pode resultar em pena de 3 meses a 3 anos de detenção, enquanto a ameaça, de 1 a 6 meses. Em ambos os casos, a pena pode ser aumentada se a vítima for ascendente, como a mãe. A prisão em flagrante, como ocorreu, é o primeiro passo para a responsabilização criminal.

Prevenção e apoio às vítimas em Codó

A rede de proteção à mulher no Maranhão inclui a Delegacia da Mulher, o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) e a Casa da Mulher Brasileira, em São Luís. Em Codó, a Delegacia de Polícia Civil é o primeiro ponto de contato para registrar boletins de ocorrência. Vítimas de violência doméstica também podem buscar medidas protetivas, que são concedidas pelo juiz em até 48 horas após o pedido.

Perguntas Frequentes

O que fazer se eu presenciar uma agressão doméstica?

Ligue imediatamente para o 190, da Polícia Militar. Se possível, anote o endereço e descreva a situação para o atendente. Não tente intervir fisicamente, pois isso pode colocar você em risco.

Como funciona a medida protetiva de urgência?

A medida protetiva é uma decisão judicial que pode afastar o agressor do lar, proibir a aproximação e o contato com a vítima. O pedido pode ser feito na delegacia ou no Ministério Público, e a resposta costuma sair em até 48 horas.

Quais são os canais de denúncia além do 190?

O Ligue 180 é o canal nacional de atendimento à mulher, com orientação e encaminhamento para a rede de proteção. Em caso de emergência, o 190 continua sendo o número mais rápido.

O que caracteriza violência doméstica?

Qualquer ação ou omissão baseada no gênero que cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, no âmbito doméstico, familiar ou em relação íntima de afeto. Ameaças, agressões físicas e danos materiais estão incluídos.

Qual a pena para quem comete lesão corporal em contexto doméstico?

A pena prevista é de 3 meses a 3 anos de detenção, conforme a Lei Maria da Penha. Se a vítima for ascendente, como mãe ou avó, a pena pode ser aumentada em um terço.

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