"Salsichão" preso após agredir mãe e ameaçar com faca em Codó
Flávio de Oliveira Mota, 32, conhecido como "Salsichão", foi preso no sábado (8) em Codó após agredir e ameaçar a própria mãe com uma faca. A vítima, Maria Aparecida, 50, conseguiu tomar a arma do agressor.
"Salsichão" é preso após agredir a própria mãe e ameaçá-la com faca em Codó
Uma ocorrência de violência doméstica terminou com a prisão de Flávio de Oliveira Mota, de 32 anos, conhecido como "Salsichão", na tarde do último sábado (8), no bairro Codó Novo, em Codó. A Polícia Militar foi acionada pelo COPOM por volta das 17h52, após a mãe do suspeito, Maria Aparecida Alves de Oliveira, de 50 anos, denunciar que havia sido agredida e ameaçada pelo próprio filho.
Segundo o relato da vítima, Flávio estaria sob efeito de álcool e entorpecentes quando teria desferido um soco no peito da mãe. Na sequência, o homem teria pegado uma faca e passado a ameaçar a mãe e vizinhos.
O que aconteceu na residência da Rua Padre Cícero
Temendo pela própria vida, Maria Aparecida entrou em luta corporal com o filho para tentar retirar a arma branca. Durante a ação, sofreu arranhões no pescoço e no cotovelo, mas conseguiu tomar a faca do agressor. Quando a guarnição do 17º BPM chegou à residência, localizada na Rua Padre Cícero, o suspeito teria tentado dificultar a entrada dos policiais, soltando um cachorro contra a equipe.
Após familiares conseguirem recolher o animal, Flávio teria pulado o muro e fugido para o imóvel vizinho, onde ainda teria danificado o portão dos fundos. Os policiais continuaram as buscas e localizaram o suspeito dentro da sala da residência vizinha, onde ele foi abordado e preso.
Prisão e ameaças durante a condução
De acordo com a PM, devido ao comportamento considerado altamente agressivo, Flávio precisou ser algemado. Mesmo durante a condução até a viatura, o homem teria continuado fazendo ameaças de morte contra a própria mãe e a esposa. A faca apreendida e o suspeito foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil de Codó, onde foram apresentados para os procedimentos legais.
A ocorrência foi registrada, conforme a PM, pelos crimes de lesão corporal dolosa e ameaça no contexto de violência doméstica.
Violência doméstica em Codó: o que diz a lei
Casos como este reforçam a importância da Lei Maria da Penha, que tipifica a violência doméstica e familiar contra a mulher. No Maranhão, a Polícia Militar atua em parceria com o COPOM para atender denúncias de agressão e ameaça, como ocorreu neste caso. A legislação prevê medidas protetivas de urgência, que podem incluir o afastamento do agressor do lar e a proibição de aproximação da vítima.
Como denunciar casos de violência doméstica
Em situações de perigo imediato, a orientação é ligar para o 190, da Polícia Militar. O COPOM recebe as chamadas e aciona a guarnição mais próxima. Outro canal é o Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas e oferece orientação sobre direitos e procedimentos legais. A denúncia pode ser anônima, e o sigilo é garantido.
O papel da testemunha e da vítima na ocorrência
Neste caso, a mãe da vítima, Maria Aparecida, foi quem acionou a polícia. O relato detalhado, incluindo o horário e o local, permitiu que a guarnição chegasse rapidamente. A ação de familiares, que recolheram o cachorro solto pelo suspeito, também foi decisiva para que os policiais pudessem entrar na residência e iniciar as buscas.
A fuga para o imóvel vizinho não impediu a prisão. A guarnição localizou Flávio dentro da sala da casa ao lado, onde ele foi abordado. A faca apreendida foi apresentada na delegacia junto com o suspeito, para os procedimentos legais.
Consequências legais para o agressor
Os crimes de lesão corporal dolosa e ameaça, no contexto de violência doméstica, estão previstos na Lei Maria da Penha. A lesão corporal dolosa pode resultar em pena de 3 meses a 3 anos de detenção, enquanto a ameaça, de 1 a 6 meses. Em ambos os casos, a pena pode ser aumentada se a vítima for ascendente, como a mãe. A prisão em flagrante, como ocorreu, é o primeiro passo para a responsabilização criminal.
Prevenção e apoio às vítimas em Codó
A rede de proteção à mulher no Maranhão inclui a Delegacia da Mulher, o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) e a Casa da Mulher Brasileira, em São Luís. Em Codó, a Delegacia de Polícia Civil é o primeiro ponto de contato para registrar boletins de ocorrência. Vítimas de violência doméstica também podem buscar medidas protetivas, que são concedidas pelo juiz em até 48 horas após o pedido.
Perguntas Frequentes
O que fazer se eu presenciar uma agressão doméstica?
Ligue imediatamente para o 190, da Polícia Militar. Se possível, anote o endereço e descreva a situação para o atendente. Não tente intervir fisicamente, pois isso pode colocar você em risco.
Como funciona a medida protetiva de urgência?
A medida protetiva é uma decisão judicial que pode afastar o agressor do lar, proibir a aproximação e o contato com a vítima. O pedido pode ser feito na delegacia ou no Ministério Público, e a resposta costuma sair em até 48 horas.
Quais são os canais de denúncia além do 190?
O Ligue 180 é o canal nacional de atendimento à mulher, com orientação e encaminhamento para a rede de proteção. Em caso de emergência, o 190 continua sendo o número mais rápido.
O que caracteriza violência doméstica?
Qualquer ação ou omissão baseada no gênero que cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, no âmbito doméstico, familiar ou em relação íntima de afeto. Ameaças, agressões físicas e danos materiais estão incluídos.
Qual a pena para quem comete lesão corporal em contexto doméstico?
A pena prevista é de 3 meses a 3 anos de detenção, conforme a Lei Maria da Penha. Se a vítima for ascendente, como mãe ou avó, a pena pode ser aumentada em um terço.
como denunciar violência doméstica lei maria da penha direitos da mulher medidas protetivas de urgência